O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chega à Colômbia nesta terça-feira (8) para iniciar uma agenda diplomática que inclui visitas ao Equador e ao Peru. A viagem visa reforçar a cooperação no combate ao narcoterrorismo e aprofundar as relações comerciais com os três países, segundo o Departamento de Estado.
Em Barranquilla, Rubio será recebido pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella. O novo governo, que assumiu após as eleições de junho, já autorizou operações militares conjuntas com Washington e integrou o Escudo das Américas, coalizão liderada por Donald Trump para combater o narcotráfico. De la Espriella encerrou as negociações de paz do governo anterior e implementou um plano de bombardeios contra cartéis de cocaína.
A agenda em território colombiano também abordará a reconstrução do país após o terremoto de 10 de agosto, que matou mais de 330 pessoas e destruiu hospitais, escolas e milhares de residências. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, informou que o governo local solicitou assistência e a suspensão de tarifas para viabilizar as obras. O chanceler Omar Bula afirmou que a reunião marca o início da reconstrução de uma aliança estratégica.
A missão segue para Quito, onde Rubio se encontrará com o presidente Daniel Noboa, e para Lima, para reunião com a presidente Keiko Fujimori. No Equador, a pauta foca no combate ao crime organizado no Pacífico equatoriano, onde operações conjuntas afundaram ao menos cinco embarcações ligadas a quadrilhas em uma semana.
Rubio declarou que a região é prioridade para a diplomacia americana. O movimento ocorre em um cenário de transição para governos conservadores em países como Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica e Honduras, sob a chamada “doutrina Donroe”, que busca consolidar a América Latina como esfera de influência de Washington.
O secretário de Estado também mencionou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, e o acordo com o governo interino da Venezuela. O pacto concede aos Estados Unidos o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo, anteriormente sob influência de China, Rússia e Irã.


