A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), defendeu nesta quinta-feira (3) o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal entre o magistrado e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
As conversas reveladas por relatório policial tratam de apurações sobre fraudes na instituição financeira. O conteúdo cita contratos firmados entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa de Moraes.
A ex-ministra afirmou, em redes sociais, que a medida ajudaria a resguardar o tribunal e permitiria que o ministro exercesse plenamente sua defesa. Marina Silva declarou que o episódio reúne fatos de extrema gravidade e exige esclarecimentos com total transparência.
Os documentos tornaram-se públicos por determinação do ministro André Mendonça, relator do processo. Mendonça sugeriu o envio do material para avaliação no plenário da corte. Moraes reagiu ao levantamento do sigilo e contestou a condução do inquérito e a atuação do colega.
Marina Silva também cobrou de Mendonça a abertura da apuração referente ao filme Dark Horse, obra sobre Jair Bolsonaro. O caso envolve Vorcaro e Flávio Bolsonaro. A candidata afirmou que o princípio da transparência e as regras do rito processual devem ser aplicados da mesma maneira para todos os investigados.


