A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede-SP), defendeu nesta sexta-feira (4) o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo nas redes sociais, a ex-ministra afirmou que a medida é necessária para que o magistrado possa exercer seu direito de defesa e preservar a Corte.
A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Marina Silva classificou o conteúdo das conversas como gravíssimo e declarou que o ministro precisa se explicar com a transparência exigida pela situação.
A candidata, que integra a chapa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, defendeu que o afastamento siga o devido processo institucional. Segundo ela, a medida evitaria que o episódio fosse instrumentalizado eleitoralmente ou usado para deslegitimar as instituições brasileiras.
Marina Silva também criticou o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF. Ela questionou por que Mendonça não adotou o mesmo critério de investigação no caso do financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, que também envolveria Vorcaro e Flávio Bolsonaro e segue sob sigilo.
O imbróglio interno no Supremo resultou na inclusão de Mendonça no Inquérito das Fake News por Alexandre de Moraes. A decisão foi revertida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que retirou o pedido de Moraes e remeteu a questão a um processo geral para apurar o caso Master.
A ex-ministra afirmou que a lei deve valer para todos e que a proteção da democracia depende de investigações sérias, com respeito ao rito e transparência.


