Cerca de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais dos Estados Unidos atracaram no porto de Laem Chabang, na Tailândia, na quarta-feira (2). O grupo, a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, passará cinco dias de descanso após uma missão de nove meses no Oriente Médio marcada por relatos de exaustão e más condições de vida.
O contra-almirante Robert Loughran, comandante do Grupo de Ataque do Porta-Aviões 3, afirmou que a parada serve para que a tripulação recarregue as energias e reforça a aliança entre os dois países. O navio com propulsão nuclear deve permanecer no porto até o dia 6 de setembro.
A escala ocorre após 280 dias de operação, período em que parlamentares americanos cobraram explicações do Pentágono sobre denúncias de escassez de água e comida, além de crises de saúde mental entre os militares. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que tais relatos foram “completamente distorcidos”.
Para a cidade de Pattaya, localizada a 30 quilômetros do porto, a visita ocorre em meio a uma baixa temporada com queda de visitantes entre 20% e 30%. O prefeito Poramase Ngampiches estima que os militares gastem entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,75 milhões durante a estadia, considerando um gasto diário de US$ 100 a US$ 150 por pessoa.
Bryan Clark, diretor do Centro de Conceitos e Tecnologia de Defesa do Hudson Institute, explicou que a mudança de ambiente representa um alívio para a tripulação esgotada por turnos longos. Além do porta-aviões, o destróier USS Frank E. Petersen Jr. também atracou na província de Chonburi, em Sriracha.
As autoridades locais proibiram os militares de consumir cannabis, usar jet ski e frequentar áreas específicas após o pôr do sol, como a região de Soi 6. A polícia tailandesa multou 25 pessoas por assédio e aliciamento para prostituição nos dias que antecederam a chegada do grupo, em tentativa de melhorar a imagem da cidade.


