Dois marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln foram enviados de volta à embarcação após se envolverem em uma briga por embriaguez na madrugada de quinta-feira, em Pattaya, na Tailândia. O incidente ocorreu próximo à Walking Street, centro da vida noturna local, e foi reportado pela polícia da cidade nesta sexta-feira (4).
O coronel Anek Srathongyoo, chefe da polícia local, classificou a briga como insignificante e informou que os moradores acionaram as autoridades para evitar que a situação se agravasse. Os militares não foram acusados de crimes, pois, segundo a polícia, não houve violação de leis tailandesas.
O navio atracou no porto de Laem Chabang, ao sul de Bangkok, na quarta-feira. A embarcação apresenta sinais visíveis de ferrugem no casco, reflexo de 286 dias consecutivos no mar desde que deixou a base em San Diego, em novembro do ano passado. A Marinha americana confirmou que o período incluiu operações de combate e bloqueio contra o Irã no Oriente Médio.
Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos Estados Unidos, explicou que o desgaste na linha d’água é comum em missões com mais de 60 dias. Segundo Schuster, a remoção completa da ferrugem exigiria 30 dias de manutenção. A escala atual deve priorizar os reparos mais urgentes e oferecer descanso à tripulação.
A longa operação foi marcada por relatos de queda na moral, escassez de suprimentos e dois casos de tentativas de suicídio. Parlamentares democratas pediram, no mês passado, a investigação de problemas de encanamento e crises de saúde mental a bordo. O presidente Donald Trump rejeitou as queixas e afirmou que a permanência no mar não foi longa o suficiente.
Em Pattaya, as autoridades realizaram uma campanha de repressão contra profissionais do sexo antes da chegada do navio, embora neguem relação com a visita. Uma massagista local, Nattakamol Chartmontri, relatou que a cidade esteve mais tranquila do que em escalas anteriores e que os marinheiros pareceram bem-comportados.


