O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) inaugura, nesta sexta-feira (11), uma passagem subterrânea na Avenida Paulista para conectar o edifício Lina Bo Bardi ao novo prédio Pietro Maria Bardi. O túnel abriga a obra imersiva “Pietrolina”, da artista carioca Beatriz Milhazes, que acompanha todo o percurso.
A instalação estende-se por 98 metros, divididos entre 60 metros de pintura linear em uma parede e 38 metros de elementos reflexivos na face oposta. O projeto teve curadoria de Adriano Pedrosa e Amanda Carneiro. O nome da obra funde os sobrenomes dos fundadores do museu, Pietro Maria e Lina Bo Bardi.
Beatriz Milhazes dedicou mais de dois anos ao processo criativo e três meses à execução da pintura. A artista utilizou uma paleta de 33 cores de tinta acrílica para criar formas e ornamentos que remetem ao carnaval brasileiro, com arabescos, listras e flores tropicais.
A estrutura conta com três claraboias que permitem a entrada de luz natural e a visualização dos pedestres na calçada da avenida. Para evitar transtornos ao tráfego de pessoas na superfície, o teto e as laterais da passagem foram construídos antes da etapa de escavação.
O MASP informou que manteve um arqueólogo acompanhando todo o processo de obra para monitorar a eventual descoberta de artefatos históricos. O novo edifício Pietro Maria Bardi, que agora é ligado ao clássico, foi aberto em março de 2025.
Com quatro décadas de carreira, Milhazes possui obras em instituições como o MoMA, em Nova York, a Tate Modern, em Londres, e o Centro Georges Pompidou, em Paris. No Brasil, suas criações também integram as coleções da Pinacoteca e do Museu de Arte Moderna de São Paulo.


