O atacante Kylian Mbappé comentou, nesta sexta-feira (11), o apelido de ditador recebido de companheiros da seleção francesa durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao L’Équipe, o jogador do Real Madrid afirmou não concordar com a comparação com Mobutu Sese Seko, ex-líder do Zaire, atual República Democrática do Congo.
Mbappé reconheceu que a situação possui um tom de humor para algumas pessoas, mas ponderou sobre o impacto histórico do personagem utilizado na brincadeira. O atleta declarou que ser comparado a indivíduos que assassinaram pessoas ou causaram a infelicidade de milhões não condiz com sua vida.
A alcunomia surgiu internamente no grupo da seleção e se espalhou pelas redes sociais. O jogador Ousmane Dembélé chamou o companheiro de “Mobutu” em um vídeo gravado no avião, durante as comemorações da classificação francesa para as oitavas de final.
Na partida que antecedeu o episódio, a França venceu a Suécia por 3 a 0, com dois gols marcados por Mbappé. Após a divulgação do vídeo, montagens relacionando o atleta ao antigo líder congolês se multiplicaram, incluindo a presença de uma bandeira com a imagem do jogador caracterizado como ditador nas arquibancadas.
Para o atacante, a questão central é a mistura entre a leveza da piada e o significado histórico de Mobutu, que governou o Zaire sob um regime autoritário. Mbappé afirmou que a situação demonstra, em alguns casos, uma falta de consciência política e humana por parte das pessoas.

