A digitalização do setor elétrico brasileiro amplia a demanda por profissionais capacitados em novas tecnologias e análise de dados. O Ministério de Minas e Energia (MME) estabeleceu, em 2026, uma evolução mínima de 2% ao ano na digitalização das redes de distribuição com medição inteligente nas áreas de concessão, durante os primeiros 24 meses.
A transformação altera atividades que vão do trabalho de campo à gestão de informações de consumo. O novo cenário exige que as equipes dominem a jornada do dado, desde a instalação e configuração de equipamentos até a utilização das informações em processos de faturamento, operação e gestão de perdas.
Além da leitura de equipamentos, os profissionais agora precisam lidar com conectividade, segurança, governança e análise online. Medidores multitarifários geram volumes expressivos de dados, incluindo registros por faixa horária, qualidade da energia e informações sobre geração distribuída, como painéis solares e geradores eólicos.
Técnicos de manutenção agora atuam com parametrização e diagnóstico de equipamentos, enquanto analistas de telemedição monitoram alarmes e recuperam comunicações. Equipes de faturamento devem assegurar a rastreabilidade das informações, inclusive em processos ligados à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O uso de inteligência artificial e analytics também ganha espaço para a identificação de anomalias e recuperação de receita. A CAS Academy, plataforma de treinamentos da CAS Tecnologia, oferece cursos voltados a essas etapas, abrangendo desde a instalação de remotas inteligentes até a gestão de dados de grandes clientes.
A infraestrutura digital de distribuidoras, composta por dispositivos de comunicação e plataformas de gestão, torna os dados estratégicos para o planejamento operacional. A eficiência dos investimentos em medição inteligente depende, segundo a apuração, da combinação entre a tecnologia e a correta interpretação das informações pelas equipes.


