O medo da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatou com o temor da volta da família Bolsonaro ao poder, ambos com 43%, segundo nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O índice de receio com a vitória petista cresceu entre jovens e no Centro-Oeste, enquanto o temor sobre os Bolsonaros recuou.
A sondagem indica que 7% dos entrevistados têm medo dos dois cenários, 5% não souberam responder e 2% não temem a vitória de nenhum dos candidatos. O índice de medo da reeleição de Lula foi impulsionado pela direita não bolsonarista, onde 90% dos entrevistados citaram esse temor, contra 80% na pesquisa anterior.
Entre os bolsonaristas, o medo de uma vitória do PT subiu de 87% para 93%. Já na faixa etária de 16 a 24 anos, o receio de Lula vencer passou de 43% para 48%, enquanto o temor do triunfo de Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 44% para 39%. No Centro-Oeste, o medo da reeleição de Lula subiu de 40% para 47%, enquanto o temor da volta dos Bolsonaros recuou de 45% para 38%.
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal (PRTB) lideram a rejeição. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é rejeitado por 55% dos eleitores, seguido pelo presidente Lula, com 53%. O empresário Pablo Marçal aparece em terceiro, com 44%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 40%, e Romeu Zema (Novo), com 38%.
A pesquisa é a primeira após o início da campanha eleitoral e reflete a repercussão de investigações da Polícia Federal. Flávio Bolsonaro é apurado por repasses de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o pai. O presidente Lula enfrenta questionamentos sobre três inquéritos que miram o filho, Fábio Luís Lula da Silva, envolvendo tráfico de influência na Saúde, favorecimento na Dataprev e negócios ilícitos.
Augusto Cury (Avante) registrou aumento de rejeição para 25%, enquanto sua visibilidade cresceu: 46% dos eleitores agora afirmam conhecê-lo, contra 26% na sondagem anterior. Renan Santos (Missão à Presidência) teve a rejeição elevada de 21% para 28%.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


