As autuações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com menções ao garimpo aumentaram 446% entre 2019 e 2025. O número de registros saltou de 56, no primeiro ano da gestão de Jair Bolsonaro, para 306, segundo apuração baseada em dados públicos do órgão.
O crescimento das infrações reflete a expansão da atividade na Amazônia, com impactos diretos nos índices de desmatamento e nos níveis de violência na região.
Na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, a variação é expressiva. Em 2019, sete autos de infração do Ibama apontavam a presença de garimpo no território. Seis anos depois, o volume de registros no mesmo local chegou a 93.
As descrições atuais indicam operações mais complexas do que as registradas anteriormente. Os autos detalham a utilização de escavadores hidráulicos, a criação de pontos de apoio logístico e a estruturação de redes para a distribuição de combustível.
A apuração utilizou cruzamento de bases públicas do instituto com auxílio de inteligência artificial para identificar a frequência dos termos relacionados ao garimpo nas autuações.


