O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, têm até esta sexta-feira (11) para apresentar manifestações ao presidente da Corte, Edson Fachin. As informações devem detalhar as circunstâncias que levaram ao afastamento do delegado do comando da corporação.
Andrei Rodrigues foi intimado na quarta-feira e recebeu um prazo de 48 horas para responder ao presidente do tribunal. Mendonça também deve prestar esclarecimentos sobre a medida até o fim do dia. A decisão de Fachin ocorre após um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a determinação de Mendonça que afastou o diretor-geral e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
O presidente do STF manteve Andrei Rodrigues no cargo ao suspender as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. Fachin afirmou que as determinações sucessivas, ocorridas em um intervalo de 24 horas, geraram um “inconciliável conflito de posições judiciais”. Por esse motivo, a controvérsia passará a ser tratada diretamente pela presidência da Corte.
A situação do comando da PF foi alvo de decisões opostas em um único dia. Na terça-feira, Mendonça determinou o afastamento de Rodrigues. O delegado recorreu em outro processo, sob relatoria de Dino, que reverteu a medida e o restabeleceu no posto.


