O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior. A colaboração ocorre no âmbito das investigações sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após proposta enviada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Freixo é proprietário da Entre Investimentos e Participações, empresa suspeita de ter intermediado repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a obra. Os recursos teriam passado pelo Havengate Development Fund, fundo nos Estados Unidos que administra os valores e os encaminha à produtora Go Up Entertainment. Entre os administradores do fundo está Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A apuração busca verificar se todo o montante enviado por Vorcaro foi destinado à produção do filme ou se parte dos valores foi direcionada a Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado nega ter recebido recursos e afirma que apenas cedeu direitos de imagem para o projeto.
Este é o primeiro acordo de colaboração específico do caso “Dark Horse” e o segundo nas investigações sobre o Banco Master. O ex-dono da gestora Reag, João Carlos Mansur, também firmou acordo com a PGR.
A Go Up Entertainment informou, em nota nesta quarta-feira (2), que um repasse de US$ 1,6 milhão feito por Vorcaro em setembro de 2025 foi declarado à Justiça de São Paulo. Com esse valor, as doações do banqueiro para o filme somam US$ 12,3 milhões. A produtora afirmou que a prestação de contas foi apresentada ao Judiciário paulista no dia 10 de junho de 2026.
A empresa declarou que todos os recursos foram integralmente destinados à produção e transitaram por canais formais do sistema financeiro. A nota mencionou ainda que uma tentativa de nova transferência em outubro de 2025 não foi concluída no sistema financeiro brasileiro, motivo pelo qual os valores não foram recebidos.


