O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na investigação que apura supostos crimes no financiamento do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O inquérito, que corre em sigilo, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
A apuração foi aberta por determinação de Mendonça em julho. O senador nega irregularidades e afirma que os recursos utilizados na produção do filme são de origem privada.
O procedimento sobre a obra cinematográfica permaneceu sob sigilo mesmo após decisão assinada pelo ministro na quinta-feira (10), que retirou o segredo de Justiça de 15 processos ligados ao caso Banco Master. A medida atendeu a uma solicitação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Entre as investigações tornadas públicas estão contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, além de operações envolvendo o BRB e o vazamento de informações sigilosas de servidores do Banco Central.
Mendonça também liberou a investigação sobre influenciadores que teriam sido contratados para disseminar narrativas favoráveis ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. A Polícia Federal apura a estrutura de financiamento e se a ação configura organização criminosa.
Outros braços do caso continuam sob sigilo, incluindo procedimentos que envolvem os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). A decisão de retirar o segredo da Petição 15.556, que resultou na prisão de Vorcaro, abrangeu ainda os inquéritos 5.026 e 5.035.
A pedido de Fachin, o material processual será enviado em um HD próprio ao gabinete da presidência e aos demais ministros da Corte. Mendonça afirmou que serão mantidas em segredo apenas as diligências consideradas imprescindíveis.

