O mercado financeiro reduziu para 5% a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central. A estimativa anterior era de 5,01%, marcando a segunda semana consecutiva de queda para o indicador.
A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 teve leve revisão, subindo de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a estimativa de crescimento permaneceu em 1,50% pela terceira semana seguida, enquanto a projeção para 2028 caiu de 1,98% para 1,96%.
A taxa Selic, no fechamento de 2026, deve permanecer em 13,75% ao ano, mantendo a projeção da quinta semana consecutiva. O relatório indica que a taxa deve cair para 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.
No câmbio, a projeção para o dólar ao fim de 2026 manteve-se em R$ 5,20 pela 12ª semana. Para 2027 e 2028, a estimativa continua em R$ 5,30, enquanto a previsão para 2029 recuou de R$ 5,36 para R$ 5,35.
Outros indicadores de preços também sofreram ajustes. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) para 2026 caiu de 4,38% para 4,34%. Já a projeção para os preços administrados em 2026 subiu de 4,69% para 4,71%.
Para os anos seguintes, a inflação do IPCA deve subir para 4,29% em 2027, contra os 4,28% previstos anteriormente. As estimativas para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,80% e 3,50%, respectivamente.


