O Metrô de São Paulo anunciou que o uso de bilhetes magnéticos do tipo Edmonson será encerrado definitivamente no dia 31 de outubro. A partir de 1º de novembro, os tíquetes não serão mais aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Passageiros que não utilizarem os bilhetes até o prazo estipulado poderão trocá-los por passagens em QR Code entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A companhia informou que divulgará em breve os locais e os procedimentos necessários para a substituição.
A medida integra o processo de modernização do sistema, iniciado em 2021 com a interrupção da produção dos bilhetes de papel-cartão. O QR Code tornou-se a principal opção para viagens avulsas, permitindo a compra via aplicativo, WhatsApp, dinheiro, cartão de débito, crédito ou Pix.
Segundo o Metrô, o novo formato reduz falhas de leitura comuns nos impressos e elimina custos de produção, transporte e armazenamento físico. O acesso às estações continua disponível via cartões recarregáveis, como o Bilhete Único e o cartão TOP, além do pagamento por aproximação em unidades selecionadas.
O bilhete magnético, adotado pelo sistema paulistano em 1974, seguia o padrão criado no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson. Foram produzidas mais de 13,7 bilhões de unidades em 30 edições diferentes ao longo de cinco décadas.
A fabricação dos tíquetes passou por três etapas. Inicialmente importados da França, os bilhetes e equipamentos de leitura foram posteriormente nacionalizados pela Casa da Moeda e, por fim, produzidos por fornecedores na Argentina.


