O Metrô de São Paulo prevê economizar R$ 12 milhões por ano em custos de energia elétrica com um contrato de 15 anos firmado com as empresas CGN Brasil e Pontoon Energia. O fornecimento de energia solar, gerada no Complexo Lagoa do Barro, no Piauí, deve começar em 2027.
A economia total prevista para o período do contrato é de R$ 180 milhões. O valor considera a redução no preço da energia, a isenção de encargos do setor elétrico e a mitigação de riscos associados a crises hídricas. Os detalhes foram apresentados nesta quinta-feira (3), durante a 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, evento da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP).
A energia será utilizada nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. O sistema funcionará via Sistema Interligado Nacional e regras do Mercado Livre de Energia, sem conexão física entre o Piauí e São Paulo. A planta solar, localizada em Lagoa do Barro do Piauí, tem capacidade de 50 MW e está em fase final de testes.
O cronograma prevê uma transição gradual. A partir de 2027, o fornecimento começa com 10 MW médios, volume que corresponde a 20% do consumo médio atual das 63 estações e quatro linhas, estimado em 50 MW. A meta é atingir 20 MW médios em 2029, o que representaria 40% da demanda atual.
Para a implementação, a companhia optou por arrendar a operação da planta solar em vez de assumir participação acionária, evitando riscos de engenharia e operação. A escolha ocorreu após chamada pública que atraiu 30 empresas, das quais nove foram qualificadas com base em documentação técnica, valores e licenciamento.
A parceria recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no ano passado, conforme consta no Relatório Integrado de 2025 do Metrô.


