A Microsoft passará a divulgar as vendas trimestrais do Azure, sua unidade de computação em nuvem, para atender a cobranças de investidores e analistas de Wall Street. A mudança ocorre junto a uma reformulação nos segmentos de divulgação financeira da companhia, a primeira desde 2015, com foco no impacto da inteligência artificial.
Em documento regulatório apresentado nesta quarta-feira (2), a empresa revelou a receita do Azure dos últimos dois anos. Os dados mostram um crescimento consistente, chegando a US$ 29,4 bilhões no trimestre mais recente. Anteriormente, a fabricante de software informava apenas a taxa de crescimento da unidade, sem detalhar os valores absolutos.
Jonathan Neilson, diretor de Relações com Investidores da Microsoft, afirmou que o momento é adequado para oferecer um nível adicional de transparência. O desempenho do Azure é visto pelo mercado como um indicador central da evolução dos negócios de inteligência artificial da empresa.
A reestruturação financeira unificará os segmentos Intelligent Cloud e Productivity and Business Processes em uma única categoria chamada Agents and Infra. Já a divisão More Personal Computing, que engloba Windows, Xbox e publicidade em buscas, passará a se chamar Devices and Consumer. O crescimento do LinkedIn também será agrupado ao Bing e a outros negócios de publicidade.
O presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, informou em nota que o desenvolvimento da inteligência artificial está desfazendo as fronteiras entre os produtos e remodelando os modelos de negócios da companhia. As novas regras de divulgação entram em vigor nos resultados do primeiro trimestre do exercício fiscal, no segundo semestre deste ano.
No exercício encerrado em junho, a unidade de nuvem superou US$ 100 bilhões em vendas, contra US$ 75 bilhões no ano anterior. Esse montante representa cerca de 30% da receita total da Microsoft. Steve Ballmer, ex-presidente-executivo e acionista da empresa, defendia a abertura desses números desde 2015.


