Milhares de pessoas participaram, neste sábado (5), de comícios e manifestações em Magdeburg, capital da Saxônia-Anhalt, um dia antes da votação para o novo parlamento regional. O pleito pode levar, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, um partido de ultradireita ao controle de um governo estadual alemão.
A polícia registrou 12 eventos na cidade, incluindo um festival em defesa da democracia na Praça da Catedral. Uma aliança de sindicatos e grupos da sociedade civil esperava 8.000 participantes, mas as autoridades contabilizaram cerca de 6.000 pessoas no meio da tarde.
O partido Alternativa para a Alemanha (AfD), classificado pelo serviço de inteligência interna como organização extremista de direita confirmada na Saxônia-Anhalt e em outros quatro estados, também realiza evento de encerramento de campanha no local. A sigla espera conquistar assentos suficientes para formar governo de maioria.
Pesquisas indicam que a AfD pode obter entre 40% e 43% dos votos, superando legendas centristas e tradicionais. O resultado representaria a quebra de um tabu no pós-guerra alemão, já que partidos com esse perfil ideológico nunca lideraram um estado.
O chanceler federal, Friedrich Merz, pediu em comício na Baixa Saxônia que a população confronte o partido de forma mais eficaz. Merz criticou declarações de Martin Reichardt, líder estadual da AfD na Saxônia-Anhalt, que descreveu o Estado alemão como um “vagabundo preguiçoso e antissocial que cheira a maconha”.
A União Democrata-Cristã (CDU), que lidera a atual coalizão de três partidos no estado, aparece em distante segundo lugar nas pesquisas. O grupo apartidário More Than Divides Us projetou frases contra a ultradireita na fachada de uma catedral e do parlamento estadual na noite de sexta-feira.


