Moradores do porto de Ceuta se mobilizaram contra a construção de novas instalações para migrantes após o governo assumir o controle da região neste sábado (5). Operários trabalham em duas áreas de titularidade pública para montar carpas que devem abrigar 1.000 pessoas.
O cenário nas explanadas é de urgência, com a presença de escavadeiras, caminhões, guindastes e palas de obra. Três dezenas de operários atuam na montagem das estruturas. Um dos trabalhadores, identificado como Yasser, afirmou que a instalação de menor tamanho deve estar pronta nesta segunda-feira.
Essa área específica, onde estão sendo colocadas as varas de sustentação das carpas brancas, fica próxima a um banco de alimentos. Na segunda explanada, a implantação da infraestrutura ocorre em ritmo mais lento e ainda não foi iniciada.
Ambos os locais situam-se no polígono do porto. O entorno é composto por armazéns logísticos, concessionárias e edificações de abastecimento portuário. Dois tanques de combustível para navios estão instalados ao lado das carpas.
Os últimos comércios e supermercados da região ficam localizados em frente ao ferry que liga a cidade a Algeciras, em um ponto a mais de um quilômetro de distância do local das obras.


