O inquérito das fake news, instaurado em março de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar ataques à Corte, completa sete anos sob intensos debates sobre sua continuidade. A investigação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, voltou ao centro de uma crise institucional após o magistrado solicitar a apuração de crimes envolvendo o ministro André Mendonça.
O procedimento foi aberto sem provocação do Ministério Público pelo então presidente do STF, Dias Toffoli. Ao longo dos anos, a investigação incluiu figuras como o empresário Luciano Hang, o ex-deputado Roberto Jefferson e parlamentares como Bia Kicis e Carla Zambelli, com a expedição de 29 mandados de busca e apreensão em maio de 2020.
Em agosto de 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi integrado ao inquérito após notícia-crime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre alegações de fraude nas urnas eletrônicas. Em junho de 2022, o Partido da Causa Operária também foi incluído por postagens que defendiam a dissolução do Supremo.
A investigação expandiu seu escopo em fevereiro de 2026 para apurar acessos indevidos a sistemas da Receita Federal que teriam exposto dados de ministros e familiares. Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou carta ao ministro Edson Fachin solicitando o encerramento do inquérito por preocupação com a duração das investigações.
Ações recentes incluem a determinação de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em março de 2026, e um pedido de Gilmar Mendes, em abril do mesmo ano, para investigar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por críticas em vídeo.
No episódio mais recente, Alexandre de Moraes protocolou despacho pedindo a investigação de André Mendonça por indícios de crimes na relatoria do caso Master. O pedido foi retirado do inquérito por Fachin.


