A Procuradoria Regional Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) a impugnação do registro de candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal. O Ministério Público argumenta que o ex-governador está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, devido a condenações por improbidade administrativa em segunda instância.
A contestação fundamenta-se nos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, que investigou propinas pagas a deputados e aliados. Segundo o órgão, os efeitos da inelegibilidade se estendem até 2030. A defesa de Arruda afirma que os prazos de suspensão de seus direitos políticos já expiraram e que ele preenche os requisitos legais para a disputa.
O ex-governador, de 72 anos, é filiado ao PSD desde dezembro de 2025. Formado em Engenharia Elétrica, construiu a carreira pública em Brasília em cargos técnicos na Novacap, na Companhia Energética de Brasília (CEB) e na Secretaria de Obras. Foi eleito senador em 1994, mas renunciou ao cargo em 2001 para evitar a cassação.
Em 2006, Arruda foi eleito governador no primeiro turno, gestão marcada por obras de mobilidade e o programa Caminhos do DF. O mandato terminou com sua prisão preventiva em 2010 e a perda do cargo após a eclosão do escândalo do Mensalão do DEM. A decisão final sobre sua candidatura cabe agora aos juízes do TRE-DF.
Dados do Datafolha, divulgados em 21 de agosto, mostram empate técnico na liderança da corrida eleitoral. Celina Leão registra 30% das intenções de voto, enquanto Arruda soma 28%. Leandro Grass (PT) aparece em terceiro com 11%, seguido por Paula Belmonte (PSDB) com 4% e Ricardo Cappelli (PSB) com 3%.
O levantamento entrevistou 910 pessoas em 28 regiões administrativas do Distrito Federal entre 18 e 21 de agosto. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais e taxa de confiança de 95%, tendo sido registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


