Os atentados de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos nesta sexta-feira (11), marcados pela memória de quase 3 mil mortos em Nova York, Virgínia e Pensilvânia. A tragédia, orquestrada pela rede Al Qaeda, envolveu o sequestro de aviões comerciais lançados contra as torres do World Trade Center e o Pentágono.
Dois aviões atingiram as torres gêmeas em Nova York a mais de 800 quilômetros por hora, provocando explosões e o desabamento dos prédios. Outra aeronave atingiu a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no condado de Arlington, Virgínia, enquanto um quarto avião caiu em Shanksville, na Pensilvânia.
A operação de remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros durou oito meses. Segundo a apuração, cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica durante os eventos. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski, que trabalhava próximo ao World Trade Center, relatou o impacto sonoro e a cena de pessoas saltando dos edifícios.
O professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que a transmissão repetida das imagens pela televisão ao vivo gerou um trauma em escala global. Para o acadêmico, a experiência criou um congelamento do tempo, fazendo com que pessoas no mundo inteiro recordem onde estavam ao receber a notícia.
No âmbito jurídico, Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda e acusado de orquestrar o plano, será julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Preso no Paquistão em 2003, Mohammed está na base de Guantánamo, em Cuba, desde 2006.
O processo incluirá três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. O fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto em 2011 por forças dos Estados Unidos em operação no Paquistão.

