O coreto e o portão de acesso aos jardins do Museu da República, pelo Aterro do Flamengo, serão restaurados nesta terça-feira (8) por meio da terceira etapa do projeto RevivaRio. As obras de conservação das duas estruturas, que apresentam desgastes temporais, somam um investimento de R$ 1,6 milhão.
A restauração será executada pelo Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC), em parceria com a Equinor, utilizando a Lei Federal de Incentivo à Cultura. O conjunto arquitetônico é tombado desde 1938 pelo órgão que hoje corresponde ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No coreto, a intervenção prevê a remoção de calhas e lambrequins oxidados, limpeza e pintura de partes metálicas e retirada de vegetação invasora. O cronograma inclui nova impermeabilização da cobertura, reparo de fissuras, recomposição de ornamentos e a instalação de novas luminárias após revisão da rede elétrica.
O portão voltado para o aterro passará por lixamento e retirada de pichações. A equipe técnica recuperará peças de ferro fundido ausentes, reformará o muro, recomporá o reboco e realizará a pintura integral da estrutura.
Construído na década de 1890 durante a adaptação do antigo Palácio do Catete para sede da Presidência da República, o coreto integrou o projeto paisagístico do francês Paul Villon em 1896. O espaço, originalmente um pavilhão externo, servia a encontros sociais e música.
Heitor Wegmann Jr, sócio-fundador do ICCC, afirmou que a obra é a renovação de um espaço que é símbolo de concertos e saraus da vida pública do Rio. Desde a transferência da capital para Brasília, em 1960, o local funciona como área pública aberta e sediou atividades educativas e culturais.


