O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, definiu nesta terça-feira (8) os nomes que ocuparão as vagas reservadas por ele na lista do Likud para a eleição de outubro. O anúncio ocorreu poucas horas antes do prazo final para que os partidos apresentem oficialmente as chapas ao Parlamento, o Knesset.
A lista é fechada e ordenada, o que impede que o eleitor escolha individualmente os candidatos. Netanyahu classificou o pleito como definitivo para o país, descrevendo a disputa como um confronto entre a permanência de um governo de direita ou a chegada ao poder de uma esquerda liderada por Gadi Eisenkot, do Partido Yashar.
A composição da chapa reflete maior controle do primeiro-ministro sobre a legenda. No mês passado, o Comitê Central do Likud autorizou Netanyahu a indicar oito candidatos entre os 30 primeiros lugares da lista, alterando o tradicional sistema de primárias do partido. Em agosto, o ministro da Energia e Infraestrutura, Eli Cohen, obteve a segunda posição, atrás apenas do líder da sigla.
Entre as indicações estão Talik Gvili, na nona posição, mãe de um soldado morto no ataque do Hamas em 7 de outubro, e Yaakov Bardugo, comentarista e aliado de Netanyahu, no 11º lugar. A 15ª vaga foi destinada a Elisha Medan, reservista que perdeu as duas pernas em combates na Faixa de Gaza, enquanto o advogado David Peter, que defendeu membros do gabinete, ficou com a 16ª colocação.
A lista inclui ainda o ex-deputado trabalhista Eli Goldschmidt, na 26ª posição, e Itzik Bonsel, pai de um sargento-major morto em combate, no 29º lugar. O brigadeiro-general da reserva Amir Avivi chegou a ser incluído na 35ª posição, mas deixou a chapa por insatisfação com a colocação. Netanyahu também assegurou posições para os ministros Israel Katz, Gideon Sa’ar e Haim Katz.
Gadi Eisenkot criticou as escolhas e afirmou que a distribuição de vagas a porta-vozes de Netanyahu premia a “lealdade cega”. Segundo o líder do Yashar, o sistema prioriza a fidelidade ao líder em detrimento de critérios como integridade e serviço público. Pesquisas indicam que o Likud deve conquistar cerca de 20 cadeiras no Parlamento.


