O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou, nesta terça-feira (8), o terceiro episódio de uma série de vídeos sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O material foca na relação entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a lobista Roberta Luchsinger, citando articulações de negócios no Ministério da Saúde.
De acordo com o parlamentar, a Polícia Federal (PF) encontrou mensagens no celular de Luchsinger indicando que ela atuaria em nome de Lulinha. Em uma das conversas, a empresária teria escrito “Eu sou o Fábio” ao tratar de negociações com o setor público. A apuração aponta três tentativas de contratos com o governo federal, incluindo o fornecimento de medicamentos derivados de cannabis, em proposta estimada em R$ 626 milhões, além de exames para arboviroses e detecção de dengue.
O vídeo menciona um pagamento de R$ 300 mil via Pix feito por um funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes para a empresa RL Consultoria Intermediações Limitada, de propriedade da lobista. Segundo investigadores, o valor seria destinado ao filho do presidente. A PF indica que Lulinha seria beneficiário indireto das negociações e teria comunhão de interesses econômicos com a empresária.
Nikolas Ferreira apresentou 120 fotografias de Luchsinger ao lado do presidente entre 2018 e 2023 para contrapor declarações de Lula, que afirmou em entrevista não conhecer a mulher. A campanha do presidente respondeu que ele é uma figura pública e que as fotos não comprovam relação pessoal ou profissional. O próprio deputado reconheceu no vídeo que as imagens, isoladamente, não provam irregularidades.
A empresária teria mantido proximidade com a primeira-dama Janja da Silva e com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Segundo o levantamento citado por Nikolas, Luchsinger visitou o gabinete de Dias 17 vezes durante a atual gestão. Roberta nega qualquer atuação irregular.
O advogado de Lulinha, Marcos Aurélio de Carvalho, afirmou que o deputado manipula dados para atacar adversários e classificou o vídeo como tentativa de desviar o debate político. A defesa alegou que a publicação é fruto do desespero de quem não possui projeto de governo. A defesa de Roberta Luchsinger não respondeu aos questionamentos.


