A prefeitura de Niterói lançou nesta terça-feira (1º) o primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do município. O documento registra a liberação de 1.241.275 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em 2024 e serve de base para a meta de neutralização de carbono até 2050.
O transporte é o principal desafio da cidade, respondendo por 63% das emissões totais. O setor de resíduos aparece em segundo lugar, com 31%. A energia estacionária representa 6%, enquanto a agricultura, as florestas e o uso do solo correspondem a 0,2% do volume liberado.
A vice-prefeita e secretária de Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan, afirmou que o diagnóstico torna a mobilidade uma das áreas prioritárias. Para reduzir os impactos, a gestão defende a ampliação de alternativas sustentáveis e investimentos em sistemas de alta capacidade, como a criação da Linha 3 do metrô e de um VLT.
A estratégia municipal prevê a recuperação de ecossistemas e a preservação de áreas naturais. Segundo a prefeitura, 56% do território de Niterói é considerado preservado. O plano inclui a segunda etapa do Programa Região Oceânica Sustentável (Pro Sustentável 2), com foco em conservação e soluções baseadas na natureza.
Outras iniciativas citadas envolvem o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis e projetos de uso de energias renováveis. O levantamento foi realizado via plataforma Data Portal for Cities (DPFC), utilizando a metodologia do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia.


