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Leitura: Nova York publica documentos sobre toxicidade do ar após 11 de setembro
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Mundo

Nova York publica documentos sobre toxicidade do ar após 11 de setembro

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de setembro de 2026 15:05
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta terça-feira (8) a publicação de milhares de documentos que comprovam que as autoridades não revelaram todas as informações sobre a toxicidade do ar após os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

A divulgação de mais de 170 mil páginas ocorre às vésperas do 25º aniversário dos ataques, que mataram 2.977 pessoas nos Estados Unidos. Os arquivos detalham problemas de saúde, a qualidade do ar e a resposta da administração municipal ao desabamento das Torres Gêmeas.

Segundo o prefeito, os papéis mostram o que a prefeitura sabia sobre a poluição ao redor da Zona Zero, o momento da descoberta e as ações para limitar a responsabilidade da cidade. Mamdani afirmou que as informações foram omitidas por pessoas em quem os nova-iorquinos confiaram.

A liberação dos dados é fruto de um acordo com o 9/11 Health Watch, grupo de defesa das vítimas que havia acionado a Justiça para obrigar a cidade a tornar os documentos públicos. Benjamin Chevat, diretor do grupo, declarou que quatro administrações municipais esconderam dados do público, do Congresso dos Estados Unidos e da Câmara Municipal.

Chevat afirmou que as autoridades mantiveram a mensagem de que o ar era “seguro e aceitável”, enquanto ocultavam o perigo de químicos tóxicos no Baixo Manhattan e no oeste de Brooklyn. O grupo monitora os impactos a longo prazo da exposição na região.

Um panorama federal de vigilância médica indica que mais de 9.400 pessoas morreram em decorrência de doenças relacionadas à exposição à área nos anos seguintes aos atentados.

TAGGED:11-de-setembroEstados UnidosNova Yorksaúde públicazona-zero
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