O Partido Novo, junto ao senador Rogério Marinho (PL-RN) e aos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), apresentou nesta terça-feira (1º) uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a abertura de investigação, o afastamento do cargo e a prisão preventiva do magistrado.
A representação, encaminhada ao vice-procurador-geral da República, baseia-se em mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os autores sustentam que as evidências, extraídas de relatórios da Polícia Federal (PF) e reportagens, indicam possíveis crimes de tráfico de influência e obstrução de investigação relacionada a organização criminosa.
O documento argumenta que Vorcaro teria buscado orientações do ministro sobre medidas ligadas a investigações do Banco Master. Segundo a peça, Moraes teria atuado como interlocutor do ex-banqueiro perante autoridades públicas.
A notícia-crime menciona ainda um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. De acordo com a argumentação dos signatários, análises da PF indicam que o ministro teria utilizado seu próprio login e senha para modificar o documento virtual desse contrato.
A escolha do vice-procurador-geral para conduzir a representação ocorre porque os autores alegam proximidade entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o que impediria este último de liderar o processo.
Para justificar a prisão preventiva e o afastamento, o grupo afirma que as medidas cautelares são necessárias para garantir a ordem pública e preservar a integridade da investigação. O pedido final solicita o processamento da queixa e a instauração formal do procedimento investigatório.


