O Partido Novo solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master, nesta sexta-feira (4), fundamentado em mensagens vazadas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A legenda já havia pedido à Corte, na última quarta-feira (2), o afastamento de Rodrigues do comando da PF e a abertura de um inquérito para apurar a conduta do diretor-geral. O partido argumenta que o conteúdo das conversas de Vorcaro indica uma relação próxima entre o dono do Master, o diretor da PF, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No documento, o Novo afirma que tais elementos justificam medidas para assegurar o andamento das investigações. A legenda diz que a situação exige condições para que os fatos sejam apurados sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos ligados ao acesso privilegiado a sistemas e decisões administrativas da própria Polícia Federal.
As conversas entre o ex-banqueiro e autoridades do Judiciário, do Ministério Público Federal (MPF) e da PF indicariam potenciais práticas de crime, segundo a representação. Em uma das mensagens enviadas a Alexandre de Moraes, Vorcaro pede que o ministro intercedesse junto a Andrei Rodrigues para evitar ações da PF nas investigações sobre o caso Master.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou em nota que o país pede decisões firmes e a responsabilização de quem ultrapassa os limites para recuperar a credibilidade das instituições. O partido concorre à Presidência da República com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cuja campanha foca no combate aos chamados intocáveis, em referência a ministros do STF.


