O partido Novo protocolou nesta quinta-feira (3) dois pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A sigla solicita a prisão preventiva do diretor e seu afastamento cautelar, com a abertura de inquérito para apurar a atuação da autoridade no caso Master.
As petições foram entregues ao ministro André Mendonça, relator do caso Master na Corte. O pedido de prisão preventiva baseia-se no artigo 313 do Código de Processo Penal (CPP), enquanto a solicitação de inquérito fundamenta-se no artigo 319 do mesmo código.
A ação do partido utiliza mensagens de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que citam o diretor da PF. Segundo o Novo, a permanência de Rodrigues no comando da corporação pode comprometer as investigações. Em conversas, Vorcaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que tratasse do caso com o diretor e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O banqueiro solicitou que Moraes tentasse sensibilizar o diretor-geral da PF para adiar uma eventual ação da corporação. Vorcaro escreveu ao ministro que era importante reforçar com Andrei e Paulo para que ninguém fizesse “sacanagem”, sob risco de prejudicar o processo.
O partido também mencionou o depoimento de Vorcaro a Mendonça. O gabinete do ministro informou que a audiência ocorreu por requerimento da defesa do depoente, que alegou sofrer graves intimidações e pediu urgência para ser ouvido.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou em nota que o país pede a responsabilização de quem ultrapassa limites para recuperar a credibilidade das instituições. A Polícia Federal não respondeu aos questionamentos sobre os pedidos até a última atualização da reportagem.


