A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou, nesta terça-feira (1º), uma apuração rigorosa e isenta sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições. O pedido ocorre após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A nota pública foi assinada pelo presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Jr. A entidade afirmou acompanhar as notícias com extrema preocupação e defendeu que as investigações alcancem qualquer envolvido, desde que respeitados o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência.
A OAB argumentou que o caso impacta instituições essenciais para a democracia. Segundo a Ordem, a preocupação é ampliada pelo fato de a crise ocorrer durante o período eleitoral.
O relatório com as mensagens foi liberado após autorização do ministro André Mendonça. Os documentos indicam que Vorcaro e Moraes tiveram diversos encontros entre 2024 e 2025. O empresário também teria enviado mensagens ao magistrado antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro de 2025, na Operação Compliance Zero.
A PF registrou que Moraes modificou um contrato de R$ 130 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em mensagens a sócios, o ex-dono do Banco Master teria classificado o pagamento ao escritório como o mais importante.
O conteúdo divulgado também menciona tentativas de Vorcaro de custear viagens para Londres de Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal.


