O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita caiu para 6 milhões de barris por dia (bpd) em agosto, o nível mais baixo em mais de três décadas. O recuo de 2,3 milhões de bpd em relação ao mês anterior foi atribuído a ataques contra instalações energéticas e navios, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) divulgado nesta sexta-feira (11).
A IEA informou que a queda foi motivada por ações de grupos ligados aos houthis do Iêmen contra embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, navios próximos a Yanbu e a refinaria de Jazan. O relatório cita ainda o uso de drones por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque para atingir a unidade de processamento de Abqaiq.
Os dados da agência divergem das informações enviadas pela Arábia Saudita à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O governo saudita declarou ter fornecido 7,122 milhões de bpd no mês passado. No entanto, a produção informada ao grupo, de 6,238 milhões de bpd, é semelhante ao valor apurado pela IEA.
Os embarques de petróleo, que incluem trânsitos marítimos ocultos e rotas no Mar Vermelho, diminuíram 1,1 milhão de bpd, totalizando 3,5 milhões de bpd. Os estoques do país também registraram queda de 400 mil bpd no período.
A IEA revisou para baixo a previsão de oferta de petróleo bruto saudita para 2026, reduzindo a estimativa em 885 mil bpd, para 7,6 milhões de bpd. A agência justificou a mudança devido ao atraso na recuperação da produção no Golfo do Oriente Médio.
O termo oferta, utilizado pela indústria, soma as exportações do país — incluindo carregamentos de estoques — ao consumo interno em usinas de energia e refinarias para medir a quantidade de petróleo que chega ao mercado.

