Uma pesquisa Quaest realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro aponta que 79% dos eleitores brasileiros afirmam que a opinião política de lideranças religiosas não influencia sua decisão de voto para a Presidência. O índice é semelhante entre católicos e evangélicos, segundo o levantamento feito em todo o país.
Apenas 10% dos entrevistados declararam que a opinião de líderes da fé influencia “muito” sua escolha, enquanto 8% disseram que influencia “um pouco”. Outros 2% informaram não possuir liderança religiosa e 1% não souberam ou não responderam. A margem de erro da sondagem é de dois pontos.
No recorte por religião, 79% dos evangélicos negaram a influência, enquanto 21% afirmaram que líderes influenciam “um pouco” ou “muito”. Entre os católicos, a negação chega a 81%, com 18% admitindo algum nível de influência.
A pesquisa indica que a resistência à influência religiosa é maior entre eleitores com ensino superior (86%) e com renda familiar acima de cinco salários mínimos (83%). No entanto, os índices permanecem elevados entre quem possui ensino fundamental (79%) e renda de até dois salários mínimos (75%).
Lulistas e bolsonaristas apresentam índices de influência ligeiramente superiores, com 13% de cada grupo afirmando que a opinião religiosa influencia “muito”. Ainda assim, cerca de 75% desses eleitores dizem não ser influenciados na urna. O menor índice de influência foi registrado na esquerda não lulista, onde 83% negam o impacto de representantes da fé.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07065/2026.


