A OpenAI lançou o modelo GPT-6 Astra com a afirmação de que a tecnologia pode ter alcançado o estágio de inteligência artificial geral, a AGI. O presidente e cofundador da empresa, Greg Brockman, baseou a declaração em testes do ARC-AGI-3, onde o sistema atingiu 99,9% em uma das configurações divulgadas.
A AGI é definida como um tipo de inteligência capaz de enfrentar diferentes tarefas intelectuais sem a necessidade de desenvolvimento específico para cada uma. Para a OpenAI, esse estágio consiste em um sistema altamente autônomo que supere humanos na maior parte do trabalho economicamente relevante. Já a ARC Prize refere a aquisição de novas habilidades com eficiência próxima à humana.
A organização responsável pelo ARC-AGI ressalta que um resultado elevado no benchmark não comprova a existência de AGI. O desempenho em testes específicos difere da capacidade de lidar com o desconhecido da mesma forma que uma pessoa, exigindo mais do que a reunião de funções como escrita, programação e análise de imagens em um único modelo.
Para atingir o status de inteligência geral, um sistema precisaria generalizar o aprendizado, executando tarefas inéditas a partir de poucas instruções sem novos ciclos de treinamento. Isso requer a superação do simples reconhecimento de padrões para lidar com problemas de forma abstrata.
Outro requisito central é a transferência de conhecimento entre áreas, utilizando aprendizados de um contexto para resolver desafios em outro sem novo treinamento. O sistema também precisaria operar sob ambiguidade real, tomando decisões em ambientes dinâmicos com informações incompletas e interpretando situações fora de condições controladas.
Os modelos atuais ainda dependem de grandes volumes de dados, ajustes finos e arquiteturas desenhadas por humanos. Embora executem tarefas sofisticadas, a apuração indica que as IAs ainda não reúnem as capacidades de generalização e adaptação de forma ampla e consistente.


