A Oracle registrou receita de US$ 19,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal, superando a estimativa de US$ 19,14 bilhões de analistas. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (10), foi impulsionado pela demanda de empresas por serviços de computação em nuvem voltados para a inteligência artificial.
A receita do período cresceu 30% em comparação ao ano anterior. A carteira de receitas da companhia totalizou US$ 664 bilhões ao final do trimestre, valor superior aos US$ 638 bilhões registrados nos três meses anteriores e acima dos US$ 639,89 bilhões previstos pela Visible Alpha.
A diretora financeira, Hilary Maxson, informou que a maior parte dos novos contratos não exigirá grandes desembolsos para a compra de chips. Segundo Maxson, os pedidos foram feitos via pré-pagamento ou no modelo em que o cliente fornece o próprio hardware, o que evita a necessidade de capital adicional da Oracle.
Para o ano fiscal de 2027, a empresa elevou a previsão de lucro ajustado por ação para US$ 8,10, contra a estimativa anterior de US$ 8,05. A projeção de receita para o mesmo período é de, no mínimo, US$ 90 bilhões.
As despesas de capital no primeiro trimestre foram de US$ 28,50 bilhões, incluindo US$ 18 bilhões em desembolso líquido de caixa. O número veio abaixo da expectativa de analistas, que previam US$ 19,38 bilhões. A companhia também colocou 850 megawatts de capacidade de data centers em operação entre junho e agosto.
O balanço ocorre após um período de queda nas ações, que recuaram mais de 20% este ano devido a preocupações com o fluxo de caixa e riscos de negócios, citados pela S&P Global em julho. Investidores também monitoram possíveis atrasos no projeto Stargate, relacionados a licenças, energia e mão de obra. Após a divulgação dos dados, as ações subiram quase 7% no pós-mercado.

