O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) criticou os governos do PL no Rio de Janeiro nesta terça-feira (1º), após operação do Ministério Público contra a chamada “máfia das quentinhas” em presídios do estado. O candidato ao governo utilizou a ação para ligar o adversário Douglas Ruas às gestões de Cláudio Castro e Wilson Witzel.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes afirmou que a operação desbaratou mais um esquema de corrupção nas cantinas do sistema penitenciário. O político declarou que o grupo roubou em todas as áreas da administração e que a candidatura de Ruas representa a tentativa de volta ao poder dessa estrutura para continuar roubando.
Paes destacou que um dos investigados na operação é um ex-subsecretário de Administração Penitenciária que já havia sido alvo de operação por desvio de verbas em 2020. O candidato afirmou que, em sua gestão, tal indivíduo jamais teria ocupado cargo de importância.
A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), mirou um grupo que explorava cantinas em presídios fluminenses por quase dez anos. A organização eliminava a concorrência em licitações com a ajuda de agentes públicos. O prejuízo estimado aos cofres públicos é superior a R$ 25 milhões.
A denúncia aponta que a organização era controlada por Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva. Eles combinavam a distribuição de lotes e desclassificavam concorrentes externos com a ajuda de Rafael Rodrigues de Andrade, então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou em nota que participa da ação e que as atividades das cantinas nos presídios foram encerradas em 2024. O órgão afirmou que não compactua com desvios de conduta e que encaminhou o relatório de investigação ao Ministério Público.
A ação desta terça-feira é a segunda fase da Operação Snack Time, iniciada em novembro de 2024. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. O Gaeco pediu a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 25 milhões para reparação dos danos.


