Cerca de 60 mil pessoas devem participar, entre os dias 10 e 13 de setembro, da 25ª edição da Lavagem de Madeleine, em Paris. O evento, criado pelo multiartista Roberto Chaves, é um dos maiores encontros da cultura afro-brasileira na Europa e integra a Rota dos Escravizados da Unesco.
A programação começa no dia 10 com a abertura da exposição fotográfica Três Olhares, na Embaixada do Brasil na França. Nos dias 11 e 12, serão realizados workshops de dança afro-brasileira. O ponto alto ocorre no domingo (13), com um cortejo que reunirá mais de 700 artistas nas ruas da capital francesa.
A concentração será na Place de la République, de onde o grupo seguirá até a Igreja de La Madeleine. No local, baianas realizam a lavagem simbólica das escadarias. A cerimônia terá a interpretação da música Ave-Maria pela cantora lírica Lorena Pires, residente da Academia da Ópera Nacional de Paris, para marcar o sincretismo religioso.
O trio elétrico deste ano será comandado por Robertinho Chaves e pela cantora Mariene de Castro, com participações de Jau, Gildaa e Lorena Pires. O desfile inclui 15 grupos folclóricos afros, além de alas de percussão, samba, maracatu, capoeira e baianas.
Reconhecida como Patrimônio Imaterial da França, a festa faz parte do calendário oficial de Paris. A organização conta com apoio da prefeitura local, da Secretaria de Turismo da Bahia e patrocínio da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
Roberto Chaves, natural de Santo Amaro da Purificação (BA) e residente na França desde 1990, idealizou o evento em 1998. A inspiração veio da Lavagem da Igreja do Bonfim, em Salvador, com o objetivo de divulgar a cultura baiana e combater a saudade da família e dos amigos.


