Mais eleitores que utilizam redes sociais consomem conteúdos sobre as eleições de 2026 em perfis de veículos jornalísticos do que em contas de candidatos ou influenciadores, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento indica que 57% dos entrevistados com contas em plataformas digitais viram esse tipo de material nas últimas semanas.
Entre o grupo que visualizou conteúdos eleitorais, 75% tiveram contato com publicações de veículos jornalísticos. Na sequência aparecem perfis de jornalistas, com 71%, e perfis de candidatos, com 69%. Outras fontes incluem amigos ou familiares (65%), influenciadores (61%) e grupos de WhatsApp ou Telegram (47%).
A apuração revela disparidades conforme a intenção de voto. Entre quem pretende votar no senador Flávio Bolsonaro (PL), 68% viram publicações de influenciadores e 55% acessaram conteúdos em grupos de mensagens. No grupo que declara voto no presidente Lula (PT), esses índices são de 55% e 43%, respectivamente.
Eleitores que não se alinham ao petismo nem ao bolsonarismo apresentam maior concentração no jornalismo. Para esse grupo, 81% viram publicações em veículos de imprensa e 74% em perfis de jornalistas, enquanto apenas 39% acessaram informações via aplicativos de mensagem.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades entre a terça-feira (1º) e a quarta-feira (2). A pesquisa possui margem de erro de dois pontos para mais ou menos, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03669/2026.
No cenário de intenções de voto para o primeiro turno, Lula aparece com 38% e Flávio Bolsonaro com 33%. Augusto Cury (Avante) subiu seis pontos e atingiu 8%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 2%. Samara (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada.
Os índices de votos brancos ou nulos somam 6%, enquanto 3% dos entrevistados se declaram indecisos.


