A popularidade de perfumes do Oriente Médio cresce entre consumidores brasileiros, impulsionada por recomendações em redes sociais como TikTok e Instagram. O fenômeno altera a relação do público com a perfumaria, substituindo a ideia de uma única fragrância diária por um “guarda-roupa olfativo” adaptado a diferentes ocasiões e humores.
A ascensão do segmento é marcada pela circulação de nomes como Yara, Khamrah, Asad e Club de Nuit. O interesse começou com vídeos que prometiam fragrâncias capazes de atrair a atenção de terceiros, evoluindo para a popularização de frascos ornamentados e resenhas detalhadas sobre a fixação dos produtos.
Segundo Luis Augusto Brito, empresário e sócio da LS Parfum, as redes sociais aproximaram esse universo de quem concentrava escolhas em grifes europeias. Brito afirma que a experiência offereda por fragrâncias marcantes, embalagens elaboradas e diferentes faixas de preço transformou a curiosidade em objeto de desejo.
A identidade olfativa dessas criações frequentemente utiliza oud, âmbar, especiarias, baunilha, almíscar e madeiras. No entanto, o mercado atual oferece também opções florais, cítricas, frutadas e frescas, desfazendo o estereótipo de que a perfumaria árabe se resume a aromas intensos ou adocicados.
A percepção de custo-benefício também contribui para a expansão de casas como Lattafa, Armaf, Afnan e Rasasi. O consumidor busca fragrâncias com longa duração e presença marcante sem a necessidade de investir nos valores praticados por algumas grifes internacionais.
Entre os destaques nas redes, o Yara, da Lattafa, é citado como um símbolo da popularização pelo perfil doce e floral. Outras opções incluem o Khamrah, com notas de canela e tâmara; o Asad, de perfil amadeirado para o público masculino; e o Hawas, da Rasasi, voltado para quem busca composições mais leves.

