O governo do Peru declarou estado de emergência em cinco presídios de segurança máxima neste sábado (5), autorizando forças policiais e militares a assumirem o controle das instalações. A medida, com duração de 60 dias, visa combater organizações criminosas que operam crimes no exterior a partir do interior das prisões.
As unidades abrangidas pela ordem editada pela presidente Keiko Fujimori abrigam cerca de 50% dos detentos com vínculos a organizações criminosas, segundo dados do governo peruano.
Com a decisão, as forças armadas e a polícia têm autorização para atuar na garantia do controle do espaço aéreo e do espectro eletromagnético no entorno imediato das unidades prisionais, conforme apuração de agências internacionais.
Paralelamente, o governo solicitou ao Congresso poderes legislativos por 120 dias para que organizações criminosas possam ser classificadas como “terroristas”. O pedido, no entanto, sofreu objeções por parte da oposição.
O decreto ocorre durante uma escalada de violência no país. No último domingo (30), homens armados disfarçados de policiais mataram quatro pessoas e sequestraram um empresário do setor de mineração no norte do Peru.
A polícia informou que a vítima do sequestro foi libertada horas depois do crime, após o pagamento de resgate.


