O governo do Peru decretou, neste sábado (5), estado de emergência por 60 dias em cinco presídios de alta periculosidade. A decisão, assinada pela presidente Keiko Fujimori, justifica a medida devido à superlotação do sistema penitenciário e a perturbações na paz e na ordem pública.
A determinação, publicada no diário oficial El Peruano, estabelece que a polícia, com suporte das Forças Armadas, assuma o controle interno e do perímetro externo das unidades. A medida abrange os presídios de Challapalca, Cochamarca, Trujillo Varones, Miguel Castro Castro e Ancón I, sendo estes dois últimos localizados em Lima.
De acordo com relatório técnico, as cinco prisões concentram cerca de 50% dos detentos vinculados a organizações criminosas. O governo relatou que o sistema penitenciário apresenta superlotação de 156%, além de déficit de agentes e apreensões frequentes de celulares e armas.
O decreto prevê restrições ao trânsito e à liberdade de reunião para pessoas que circulem nas áreas abrangidas. As forças de segurança também estão autorizadas a adotar medidas de proteção do espectro eletromagnético e do espaço aéreo no entorno das unidades.
Keiko Fujimori assumiu a presidência no fim de julho e prometeu endurecer o combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Como parte dessa estratégia, o governo solicitou ao Congresso poderes legislativos por 120 dias para classificar organizações criminosas como terroristas, proposta que enfrenta resistência da oposição.


