Pesquisadores da Minderoo-UWA, da Universidade da Austrália Ocidental, e da organização Inkfish filmaram, nesta quarta-feira (2), uma lula do gênero Magnapinna na Fossa de Tonga, no Oceano Pacífico. O registro, feito a aproximadamente 3.300 metros de profundidade, é a primeira identificação da espécie na região.
O animal é caracterizado por um corpo pequeno e tentáculos extremamente longos e finos. No vídeo, a criatura aparece em águas escuras e se aproxima lentamente da câmera de um equipamento de exploração do fundo do oceano.
Embora o corpo seja pequeno, os braços e tentáculos da Magnapinna podem atingir 8 metros de comprimento. A espécie possui longos filamentos que se estendem a partir dos braços, mas seu comportamento ainda é pouco conhecido pela ciência devido à dificuldade de observação em regiões profundas.
As imagens integram a Expedição da Fossa de Tonga, que utiliza sondas e submersíveis para mapear áreas do Pacífico. O projeto começou em julho e deve ser encerrado em outubro, operando em ambientes de pressão elevada, baixa temperatura e ausência de luz solar.
O nome do gênero deriva do latim e significa “grandes barbatanas”. Atualmente, a ciência reconhece três espécies: Magnapinna atlantica, Magnapinna pacifica e Magnapinna talismani. A raridade dos encontros leva os cientistas a acreditar que existam outras espécies ainda não identificadas.
A apuração indica que o novo registro reforça a baixa exploração das profundezas marinhas. Mesmo com a evolução dos equipamentos de pesquisa, grande parte dos organismos oceânicos permanece desconhecida.


