O preço do petróleo Brent, referência internacional, subiu 1,85% e atingiu US$ 99,73 nesta quarta-feira (9), após ultrapassar momentaneamente a marca de US$ 100. A alta reflete o agravamento das tensões no Oriente Médio, onde forças dos Estados Unidos destruíram cinco petroleiros iranianos em resposta a ataques com mísseis balísticos.
O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrou alta de 1,31%, sendo negociado a US$ 94,25. Em reação à ação norte-americana, o Irã lançou mísseis contra a Jordânia e emitiu advertências a embarcações que navegam pelo Golfo Pérsico, região que concentra rotas essenciais para o transporte global da commodity.
A valorização do barril gera preocupação nos mercados internacionais quanto a possíveis interrupções no fornecimento e impactos diretos na inflação. O custo elevado do petróleo pode elevar os preços de combustíveis e transportes, dificultando a desaceleração inflacionária em diversas economias.
Nas bolsas europeias, o cenário foi negativo. O índice STOXX 600 recuou 0,60%, com quedas no DAX da Alemanha (0,67%) e no CAC 40 da França (0,91%). Os setores de varejo, viagens e bancos foram os mais pressionados, com baixas de 1,52%, 1,18% e 0,96%, respectivamente.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam próximos da estabilidade. O Dow Jones recuava 0,08%, enquanto o S&P 500 subia 0,05% e o Nasdaq avançava 0,15%. Investidores aguardam novos indicadores de inflação para prever as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros.
Mercados asiáticos fecharam sem direção única. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,4% e o índice de Xangai, na China, 0,28%. Já o Nikkei do Japão caiu 0,19% e o Hang Seng de Hong Kong recuou 0,24%. O minério de ferro na Bolsa de Dalian caiu 0,27%, cotado a 738 yuans (cerca de US$ 109,98).


