O petróleo Brent fechou em alta de 0,75% nesta segunda-feira (7), cotado a US$ 97,00 o barril, após relatos de ataques a instalações da Saudi Aramco em Jizan, no sul da Arábia Saudita. A valorização ocorre em meio a uma escalada de ofensivas entre Estados Unidos e Irã ocorrida no fim de semana.
O petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrava avanço de 1,3%, a US$ 92,68 o barril, por volta das 14h30. No período da manhã, o Brent para novembro atingiu US$ 98,06, o maior nível desde 3 de junho. A alta foi limitada pela baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos.
Teerã afirmou ter atingido um navio militar americano, informação negada pelas Forças Armadas dos EUA. Em discurso transmitido pela mídia estatal, Qalibaf declarou que os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionais acabou.
Analistas da corretora Kotak Securities informaram que uma interrupção sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia elevar os preços acima de US$ 100 por barril. O suporte adicional aos preços vem da redução de estoques e da valorização de produtos refinados.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou para riscos de ataques perto de Khasab, em Omã, e orientou que navios utilizem um corredor designado por Teerã. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, alertou a Coreia do Sul e outros países contra operações militares no Estreito de Ormuz em apoio aos EUA.
Dados de monitoramento marítimo indicam que o trânsito no Estreito de Ormuz caiu 28% na última semana, totalizando 77 navios. O volume de carregamentos diminuiu de 45 para 33 no mesmo período, enquanto a rota de Bab el-Mandeb registrou aumento de tráfego. Paralelamente, o Canal do Panamá pode restringir o trânsito para 27 navios por dia por causa dos níveis de água.


