O Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação aos três meses anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). O ritmo de crescimento é menor que os 1,1% registrados no primeiro trimestre do ano.
A desaceleração foi puxada pelo consumo das famílias, único componente do PIB a registrar queda, com recuo de 0,4%. Este é o pior desempenho do indicador desde o quarto trimestre de 2024, quando houve baixa de 0,6% ante o período anterior.
O IBGE atribuiu a alta da indústria, que cresceu 0,1%, ao avanço de 3,4% nas indústrias extrativas. Outras áreas do setor recuaram, como a construção civil (-0,4%) e as indústrias de transformação (-0,4%). O setor de serviços subiu 0,2%, com destaque para informação e comunicação, que cresceram 2,1%.
A agropecuária foi o principal motor da oferta, com crescimento de 2,8% frente ao primeiro trimestre. No lado da demanda, os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), subiram 1,2% e o consumo do governo avançou 0,4%.
No setor externo, as importações subiram 1,8%, enquanto as exportações de bens e serviços caíram 0,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
Economistas apontam que o endividamento elevado e os juros altos elevaram a inadimplência, moderando o consumo e os investimentos das empresas. O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central (BC), projeta que a economia brasileira cresça 1,9% no total deste ano.

