O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,4 trilhões no período, registrando desaceleração em relação à alta de 1,1% ocorrida no primeiro trimestre.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o indicador avançou 2%. O crescimento entre abril e junho foi puxado pela agropecuária, que subiu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Os setores de serviços e indústria registraram altas de 0,2% e 0,1%, respectivamente.
O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, afirmou que a agropecuária foi o principal destaque do trimestre, enquanto os serviços e a indústria cresceram em ritmo mais moderado.
No lado da demanda, os investimentos subiram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Em contrapartida, o consumo das famílias recuou 0,4%. As exportações tiveram queda de 0,8%, enquanto as importações cresceram 1,8%.
A agropecuária apresentou alta de 6,8% quando comparada ao mesmo período do ano passado, resultado do desempenho da pecuária e de culturas agrícolas com maior produtividade. A produção de café subiu 15,1% e a de soja cresceu 5,3% em relação ao ano anterior.
Já o arroz registrou queda de 11,3% e o algodão recuou 7% na comparação anual. A produção de milho permaneceu estável. O IBGE informou que esses percentuais de lavouras não mostram a contribuição direta para a alta trimestral do setor por não possuírem dados ajustados para efeitos sazonais.


