A atividade econômica brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, superando as estimativas do mercado e elevando o PIB para R$ 3,4 trilhões. O resultado consolidado registrou alta anual de 2,0%, impulsionado principalmente pelo dinamismo do setor agropecuário, apesar da retração no consumo das famílias.
O crescimento do PIB ocorreu em um cenário de moderação na indústria e nos serviços. A queda no consumo das famílias aconteceu mesmo com o incremento da renda real e a existência de incentivos conjunturais no período.
Nos Estados Unidos, a expansão anual do Lucro Por Ação (LPA) das companhias do S&P 500 superou as projeções em 28 pontos percentuais no segundo trimestre. O desempenho foi alavancado por lançamentos extraordinários de empresas como Alphabet e Amazon, o que elevou o setor de tecnologia à posição de principal preferência de investimento.
No mercado doméstico, a XP mantém a projeção de valor justo para o Ibovespa em 200 mil pontos ao fim de 2026. A análise indica que as métricas de valuation e o posicionamento técnico dos ativos seguem convidativos, embora movimentações eleitorais possam causar oscilações de preços no curto prazo.
O setor de educação no Brasil apresenta cenário favorável após reformulações operacionais e reajuste de despesas decorrentes da perda de relevância do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A Cogna (COGN3) é apontada como a preferência prioritária de alocação no segmento.
Para setembro, as recomendações de investimento incluem reajustes em ações, renda fixa e fundos imobiliários. A estratégia de internacionalização de patrimônio é sugerida para proteção contra oscilações do mercado interno e busca por receitas em moeda forte.


