O Pix registrou um novo recorde diário com 318.073.816 transações liquidadas na última sexta-feira (4). Segundo dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, as operações movimentaram R$ 186,89 bilhões, com um valor médio de R$ 587,58 por operação.
O resultado supera a marca anterior, atingida em 5 de dezembro de 2025, quando foram liquidadas 313.339.828 operações. Naquela ocasião, o volume financeiro foi de R$ 179,93 bilhões, com ticket médio de R$ 574,24.
A concentração de pagamentos e recebimentos no início do mês, somada ao prazo legal para pagamento de salários dos trabalhadores formais até o quinto dia útil, contribuiu para o volume registrado no dia 4 de setembro.
O sistema, criado pelo Banco Central e em operação desde novembro de 2020, é utilizado para transferências entre pessoas, pagamentos a empresas e recolhimentos. A autoridade monetária mantém estatísticas públicas sobre a quantidade e o volume financeiro das liquidações.
O crescimento ocorre enquanto o sistema é alvo de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Em 2025, o governo norte-americano incluiu o Pix em investigação sobre práticas brasileiras, alegando que a ferramenta representaria concorrência para empresas dos Estados Unidos no setor de pagamentos.
O governo brasileiro rejeitou as acusações e defendeu a infraestrutura financeira como um sistema desenvolvido e regulado internamente.


