O soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi preso temporariamente na tarde de segunda-feira (7) durante o velório da esposa, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A técnica em radiologia foi encontrada morta por um disparo de arma de fogo na suíte da residência do casal.
A prisão foi efetuada pela Corregedoria da PM. Após a detenção, o policial foi levado a uma delegacia local e transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. O casal mantinha um relacionamento há cinco anos.
A delegada Bruna Cripa informou que a decisão pela prisão temporária ocorreu após a identificação de inconsistências entre o relato de Silva e as provas periciais. Um dos pontos analisados é que a vítima foi atingida próximo ao ouvido esquerdo, mas familiares afirmam que ela não era canhota.
Em depoimento, o soldado afirmou que havia conversado com a esposa sobre o fim do relacionamento poucas horas antes do disparo. A defesa sustenta que a mulher teria tirado a própria vida e pretende apresentar conversas que indicariam pensamentos suicidas de Larissa caso a separação ocorresse.
A família da vítima contesta a versão. A avó, Maria Aparecida Morata, declarou acreditar que a neta foi vítima de feminicídio e negou que a técnica em radiologia estivesse em processo de separação, citando planos futuros e compromissos programados para as próximas semanas.
No momento do crime, a irmã do policial estava na casa cuidando do filho do casal, de dois anos. A arma, o carregador e as munições foram recolhidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística para análise.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a medida foi determinada por indícios de infração penal. A Polícia Civil solicitou exames residuográficos nas mãos de ambos e realizará a reconstituição do crime para esclarecer a trajetória do projétil.


