A Polícia Civil investiga o furto de até R$ 22,1 milhões das contas bancárias do Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro). Os desvios ocorreram no dia 22 de julho, por meio de ataques cibernéticos simultâneos, e resultaram em transferências não autorizadas para diferentes estados do Brasil.
Dois computadores utilizados nas movimentações financeiras da entidade foram apreendidos e passarão por perícia. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a investigação busca identificar se os equipamentos foram invadidos ou comprometidos para viabilizar as transferências.
Há divergência sobre o montante total do prejuízo. A superintendente do Cismetro, Ana Filomeno, disse que cerca de R$ 19 milhões foram desviados, mas o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Holambra aponta o valor de R$ 22.098.097,12.
Até o momento, mais de R$ 7,1 milhões foram recuperados. A instituição formalizou a contestação das operações junto à Caixa Econômica Federal no dia 23 de julho e tenta reaver o restante do dinheiro.
Os 33 municípios que integram o consórcio foram informados sobre o caso em reunião no dia 14 de agosto. O prefeito de Artur Nogueira, Lucas Sia, encaminhou um ofício ao Cismetro pedindo esclarecimentos institucionais sobre os ataques e o impacto financeiro.
A entidade, com sede em Holambra, afirmou que o atendimento de saúde nos municípios consorciados não será prejudicado e que seus compromissos financeiros seguem preservados. Nenhum responsável pelo crime foi identificado até agora.


